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terça-feira, 4 de outubro de 2011

4 de Outubro: Dia Mundial dos Animais

4 de Outubro: Dia Mundial dos Animais

Talvez você não saiba, mas os animais ao redor do mundo têm um dia especial só para eles.
O dia mundial dos animais, 4 de outubro, foi lançado em 1931 em uma convenção de ecologistas para chamar a atenção ao infortúnio das espécies em extinção. Desde então, seu escopo foi ampliado, passando a abarcar o reino animal como um todo.
Em 4 de outubro comemora-se também, o Dia de São Francisco de Assis, considerado o padroeiro dos animais. De fato, é comum encontrar nas sedes das entidades de proteção animal imagens do santo italiano. Por sua relação de amor e respeito aos animais, a data serve também para comemorar o Dia Mundial dos Animais. 


Francisco de Assis viveu na Itália entre os séculos XII e XIII. Durante a juventude levava a vida como um rico filho de comerciante. Então, converteu-se e passou a trabalhar com um grupo de discípulos (que ficaram conhecidos como franciscanos), todos devotos da pobreza evangélica.
Ele tinha uma relação muito especial, de muito respeito com os animais.

No Cântico das criaturas, São Francisco de Assis louva a Deus por todas as criaturas, o sol, a lua, as estrelas... Há alguns anos o Papa João Paulo II decretou São Francisco de Assis como o padroeiro da ecologia, pelo reconhecido amor a todas as criaturas. Francisco de Assis foi sepultado em 4 de outubro de 1226 e canonizado em 1228. Em comemoração à data, durante este mês várias entidades de proteção animal organizam eventos sobre bem-estar animal e cerimônia de bênção aos animais.



Ao analisar a relação homem-animal ao longo da história da humanidade, percebemos que muitos erros e atrocidades foram cometidos contra os animais, por falta de conhecimento, pela ganância ou em nome de tradições culturais. Com o desenvolvimento de estudos, análises e teorias sobre comportamento animal, o homem passou a modificar sua postura, pois percebeu que os animais também sofriam e sentiam medo, dor e angústia. Isso aconteceu graças ao trabalho dos cientistas e estudiosos do comportamento animal e dos defensores de animais - pessoas que, mesmo sem nenhuma formação acadêmica, lutam pelos direitos dos animais, tirando-os das ruas, protegendo-os, criando e cuidando de abrigos.


Ainda hoje vemos situações que não podem ser aceitas sem pelo menos o sentimento de forte indignação, abrigos superlotados com animais abandonados à própria sorte por seus donos, maus-tratos, envenenamentos, venda ilegal de animais silvestres, rodeios, touradas, farra do boi, ursos torturados na China, circos, feiras de animais sem controle sanitário, uso de animais em testes para cosméticos, projetos de lei que perpetuam os maus-tratos e uso em experiências científicas.
Por isso, vamos aproveitar a data para refletir por alguns instantes sobre tudo aquilo que devemos aos animais, sobre todos os erros cometidos até agora. Existe um caminho a ser seguido, que é o respeito a todas as formas de vida, tanto aos aspectos mais básicos, como abrigo e alimentação, quanto ao direito a afeto, liberdade e à vida.





 

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º

1.Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2.O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais
3.Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.

Artigo 3º

1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2.toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2.Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º

1.Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2.O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º

1.A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2.As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º

1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2.As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º

Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º

1.Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º

1.O animal morto deve de ser tratado com respeito.
2.As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º

1.Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2.Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

Sete atitudes responsáveis para você fazer pelos animais

1- Compre produtos livres de crueldade,
“Cruelty Free” = oriundas de empresas que não testam em animais.

Muitas indústrias farmacêuticas e cosméticas submetem animais domésticos (cachorros, gatos, ratos, sapos, etc.) a experimentos cruéis e desnecessários, geralmente sem anestesia, causando uma vida de intenso sofrimento ou uma morte imediata. Vários tipos de testes químicos e laboratoriais são realizados com o objetivo de “fins científicos para uso em seres humanos”, antes de irem para as prateleiras das lojas, mantendo, dessa forma, a indústria da vivissecção.
Atualmente em muitos países, empresas “humanitárias”, com ideais anti vivisseccionistas, criaram produtos seguros para os consumidores, testados de outras formas, exibindo um selo de identificação - um coelho desenhado com o símbolo de proibido e a expressão “cruelty free” - nas embalagens dos produtos.
Verifique os ingredientes de sabões, shampoos, cremes, cosméticos, sempre procurando a frase: “Não testado em animais”.

2- Faça uma alimentação ética. Não coma carne.

À medida que for elaborando o seu plano de alimentação, pense em incluir produtos substitutos da carne, como salsichas vegetais, hambúrgueres de soja, proteína de soja texturizada, tofu ou queijo de soja, que simulam o sabor e textura da carne, tendo normalmente menos gordura e calorias.
Ser Vegetariano é ter respeito pela sua saúde, pelos animais, e pelo Ambiente. É buscar um mundo melhor!
A indústria da carne é extremamente nefasta para os animais, obtida através da tortura e da chacina. Para o Ambiente, é uma indústria extremamente poluidora. Além disso, ajuda a estimular e fortalecer a fome mundial (imensos recursos desperdiçados).

3- Evite produtos derivados de animais.

Roupas, tênis, bolsas e demais acessórios de couro, objetos de marfim, casacos de pele, casacos de lã, roupas de seda e os perfumes feitos com Almíscar são produtos resultantes de crueldade contra animais. De preferência, compre produtos que sejam éticos, naturais, biológicos, biodegradáveis e amigos do ambiente.
Em pleno século XXI, com a moderna tecnologia da indústria têxtil, milhares de animais indefesos têm sido mortos para que sua pele sirva de adereço. Não devemos e podemos mais considerar sofisticado o uso de algo que deixa rastro de sofrimento de animais.
Atualmente ser chique é mais do que usar um casaco de couro de boi ou de crocodilo. Ser chique é ser consciente e ter atitude, fazendo escolhas que a deixe bem-vestida sem que, para isso, seja preciso prejudicar o meio-ambiente, não trazendo consigo o sofrimento de minks, raposas, coelhos e outras espécies.
Há boas versões sintéticas, que aquecem e embelezam, com grandes vantagens: mais baratas e mais fáceis de manter.
Assim, opte por tecidos vegetais e biológicos (algodão, fibras de garrafas pet, fibras de bambu, etc.).

4- Não compre animais em lojas.

Adote e esterilize - um animal de abrigo, da rua, de um canil municipal, mas não incentive criadores profissionais.
A superpopulação de animais não é um problema de animais sem raça definida. As carrocinhas também recebem muitos animais de raça. Enquanto o nosso povo não estiver educado para respeitar os animais, o comércio dos mesmos é nocivo. Para cada cão de raça vendido numa feira ou num pet shop, 2 cães vira-latas são mortos em canis municipais, vítimas de maus tratos.
Os considerados “vira-latas” são verdadeiros nobres quando o assunto é retribuir uma nova oportunidade de vida. Além de inteligentes, os resgatados garantem amizade e fidelidade incondicionais. Uma amizade para a vida inteira!

5- Faça um trabalho voluntário.

A maioria das entidades também precisa de gente para elaborar campanhas, escrever artigos para a imprensa, traduções, etc. Escolha uma associação e doe uma parte do seu tempo, arrecadando ração com a vizinhança, juntando jornais velhos, lixo reciclável (algumas entidades vendem latinhas e embalagens plásticas usadas), remédios, etc.

6 - Divulgue campanhas entre seus amigos, fazendo um trabalho de conscientização.

As nossas atitudes são o espelho da sociedade em que vivemos e que ditam o mercado. Qualquer ação a esse respeito o torna um ativista.

7- Denuncie maus tratos a animais.
Com a nova Lei de Crimes Ambientais, não há mais razão para não se denunciar maus tratos a animais. Você pode ir a uma delegacia e fazer a queixa. Tenha uma cópia da Lei impressa, mostre para o delegado e exija o seu cumprimento.
Procure uma associação e peça orientação, mas não deixe que crimes contra animais aconteçam diante de seus olhos, sem tomar uma atitude.




Fontes: PAW / Apasfa / Ceab / Ponto Final

domingo, 11 de setembro de 2011

A importância do Peixe Boi para o equilíbrio do ecosistema


O Peixe Boi na Amazônia

   Filhote do peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis), também chamado de manati ou manatim.


















     Um grupo de três manatis
















Em toda a bacia amazônica há um tipo de mamífero que, apesar do porte avantajado, é difícil visualizá-lo devido ao seu comportamento um tanto discreto e à turbidez das águas dos rios da Amazônia. Mas nas últimas três décadas, pesquisadores da região realizaram uma série de estudos que possibilitaram conhecer melhor e assegurar a preservação dessa espécie que está ameaçada de extinção: a Trichechus inunguis, mais conhecida como peixe-boi da Amazônia.

Essa espécie, que é a única das três existentes no mundo que vive em água doce. O peixe-boi da Amazônia exerce um papel fundamental na cadeia alimentar e no ecossistema aquático amazônico. Ao se alimentar nas grandes ilhas de capim flutuante existentes nos rios da Amazônia, o maior herbívoro aquático controla o crescimento dessas plantas e, com suas fezes e urina, fertiliza as águas, contribuindo para a manutenção do ambiente. “Ele transforma essas macrófitas em partículas menores, por meio de suas fezes, que servem de alimento para outras espécies de animais também presentes nos rios da Amazônia”, conta a pesquisadora do Inpa, Dra. Vera Maria F da Silva.

Extinção – O peixe-boi teve muita importância no período de colonização do Brasil, em que foi a base de alimentação, primeiramente dos indígenas e, depois, dos colonizadores europeus. Além de ser consumida em diversas regiões do País, a carne do animal era exportada para a Europa, preservada em sua própria gordura, que também era utilizada para iluminação. E seu couro era usado para a fabricação de cola e correias de maquinários, como as de teares e veículos de locomoção. O que levou ao rápido declínio da espécie.

“Milhares de peixes-bois da Amazônia foram mortos com essas finalidades. O padre José de Anchieta já falava em seus relatos da época sobre a matança do animal e há diversos registros sobre a retirada deles da Amazônia”, afirma a pesquisadora, que diz que em um desses documentos históricos consta que em um período de 30 anos, 200 mil couros de peixe-boi foram exportados para fora da região amazônica. E que as fêmeas, juntamente com seus filhotes, eram mais vulneráreis à captura e mais visadas pelos pescadores por terem mais gordura acumulada do que os machos.

Os pesquisadores não possuem estimativas do tamanho da população de peixes-bois da Amazônia, devido à dificuldade de se observar o animal em seu ambiente natural. O que se sabe, é que a população da espécie foi drasticamente reduzida nos últimos anos, mas acredita-se que esteja em recuperação atualmente em função da proteção legal do animal. Programas de reintrodução de filhotes mantidos em cativeiro, como o coordenado pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Inpa, também estão dando sua contribuição para a conservação da espécie.

Reprodução – Fundado em 1974, o “Projeto Peixe-boi”, do LMA, desenvolveu os primeiros estudos sobre a biologia e conservação do peixe-boi da Amazônia, em que obteve importantes resultados sobre o metabolismo e a fisiologia da espécie. Mas o maior passo dado pelos pesquisadores do Laboratório foi conseguir reproduzir o animal, que vive mais de 50 anos e se reproduz a partir dos sete anos, em cativeiro. A capacidade de reprodução em cativeiro possibilita repovoar outras áreas da bacia amazônica onde a espécie não estiver mais presente e manejá-la no ecossistema aquático.

“O peixe-boi da Amazônia é uma espécie que sobrevive bem em cativeiro. Mas sua reintrodução no ambiente natural é um desafio, porque esses animais ficam muito tempo em tanques e é muito difícil ensinar a eles o funcionamento do sistema hidrológico da região e adaptá-los a uma nova vida, na natureza, sem nunca terem vivido nesse ambiente”.

Uma das linhas de pesquisa em que estão trabalhando atualmente é com a bioacústica. Já utilizada em estudos populacionais de outras espécies de mamíferos marinhos, como baleias e golfinhos, por meio desta técnica, em que são instalados aparelhos gravadores de som no fundo dos oceanos, é possível estimar o tamanho da população de uma espécie em uma determinada área e analisar suas rotas migratórias. “Com essa ferramenta para estudos populacionais, podemos fazer um censo acústico para estimar quantos peixes-bois têm em um determinado rio ou lago e o número de animais migrantes”, detalha a pesquisadora.

Outro desdobramento desse trabalho foi a habilidade de se diferenciar machos das fêmeas e dos filhotes por meio de suas vozes. Atualmente, os pesquisadores estão estudando a evolução vocal dos filhotes de peixe-boi da Amazônia, como se estabelece a comunicação entre a mãe e o filhote e se essa comunicação continua quando são separados na natureza. “Queremos saber se a voz deles representa uma assinatura única. Mas ainda estamos longe de obter respostas específicas”.



Peixe-Boi
Ocorrência: Mioceno Inferior - Recente

Distribuição geográfica

Distribuição do Trichechus:
verde: T. manatus
vermelho: T. inunguis
laranja: T. senegalenis
Espécies





Sinónimos

 Halipaedisca Gistel, 1848
 Manatus Brünnich, 1772
Oxystomus G. Fischer, 1803
Trichecus Oken, 1816




Os peixes-bois, vacas-marinhas ou manatis constituem uma designação comum aos mamíferos aquáticos, sirênios, como os dugongos


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Voz da Mãe Terra


A Baleia é um animal de vida longa, de grande inteligência e cuja voz é entendida como a voz da mãe terra. As suas vocalizações equilibram o corpo emocional, transportando-nos às origens e harmonizam-nos com a natureza. a baleia é invocada por todas as culturas litorâneas que a conhecem. Hoje em dia, com a globalização da informação e dos símbolos ela é invocada por todos aqueles que procuram uma forma de percorrer grandes distâncias através do Mar do Inconsciente.

Como as pedras, a Baleia é a guardiã dos registros da terra. A Baleia simboliza a escuridão abissal e misteriosa, e inconsciente, o local para onde o herói precisa retornar para que seja possíval o seu renascimento. No mito do herói a Baleia é o símbolo da Grande-Mãe devoradora em cujo ventre o deus-herói se transforma, e nesse confronto com a Grande-Mãe, temos o simbolismo de que o ego do homem que precisava ser transformado. a luta do herói contra a Baleia ou qualquer outro monstro marinho é um símbolo de luta pela libertação da consciência do eu, das ligações com o inconsciente e a sua salvação torna-se dessa maneira um símbolo da vitória do consciente sobre o inconsciente.

A saída do ventre da Baleia significa o renascer ou a ressurreição, tanto que o símbolo da Baleia é comum em vários ritos de iniciação. A entrada no seu ventre é análoga à descida ao submundo e à passagem pelo inferno. Através do ritmo e padões sonoros, a Baleia nos ensina a escutar a nossa voz interior e entrarmos em contacto com as nossas verdades pessoais e a termos sabedoria para sentir o pulsar do universo. Ela também nos ensina a usar o som e as suas frequências, para equilibrar o nosso corpo emocional e curar não só as feridas como também as doenças do físico. As pessoas desse clã não tem conhecimento dos seus dons até os utilizarem. São aquelas pessoas que recebem o conhecimento de diferentes fontes e jamais questionam ou duvidam de como o sabem. Os tambores dos xamãs têm poder de sintonizarem com a frequência das Baleias.

O tambor é a batida do coração universal e alinha o coração de todos os seres. Antes do advento da fala, o idioma que era compreendido era o som dos animais. A baleia pede que procuremos esses registros e permite ser cantado por aqueles que sabem o idioma original. Procure encontrar se próprio grito original, lembre qual a sua música que toca no Universo e junte-se a essa melodia. Solte sua voz para aliviar a tensão. Procure expressar sua singularidade e seu som pessoal.

Tire o dia de hoje para recuperar seu registros sonoros , pesquise seus sons internos, ouça as batidas do seu coração ou toque um instrumento tentando alinhá-lo com o seu coração. permita-se ser cantado por aquela que sabe o idioma original. Conseguindo isto, voce abrirá seus registros pessoais e irá explorar a história da sua alma em comunhão com a Baleia, que carrega entro de si a história de todos nós.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sem saída: Boi se joga no mar para fugir de farra em Governador Celso Ramos

23 de abril de 2011 - Por Giovanna Chinellato

Um boi agoniado suicidou-se na madrugada desta sexta-feira (22) para fugir da farra no município de Governador Celso Ramos, SC. O caminhão em que o animal se encontrava abriu as portas e o boi, ao contrário do esperado, partiu para o lado do mar e não dos farristas.

Ele não foi mais visto, o que, para os moradores, significa que se afogou e está na hora de conseguir um novo boi. A farra do boi vem acontecendo diariamente desde o carnaval em diversos municípios catarinenses, apesar da proibição.
O número da Polícia Militar, responsável por averiguar as denúncias de farra, estava ocupado desde 1h da madrugada de anteontem em Governador Celso Ramos e na capital, Florianópolis.

Ativistas infiltrados informaram os locais de farra a ativistas de plantão em frente ao telefone, o que, porém, não foi suficiente para resgatar os animais. Em Governador Celso Ramos, uma única viatura policial fez quatro rondas durante a noite, sem sequer averiguar os agrupamentos de 400 pessoas no bairro principal da cidade, Ganchos de Fora.

Os farristas organizam-se em grupos e compram cada grupo/ bairro um animal. Eles caminham pela cidade com camisetas incitando a farra, com frases como:
“brincadeira do boi, tradição sem limites”, “O ministério da saúde adverte: beber bebida alcolica faz mal à saúde. F***-se o ministério!” e “Somos nativos não somos turistas, quem manda aqui é nós farristas.”

Até domingo, a expectativa é de mais bois mortos em todo litoral catarinense. A prefeitura de Governador Celso Ramos colocou compensados de madeira em frente às portas de vidro do prédio para evitar que elas quebrem caso o boi tente fugir por ali, o que mostra a conivência de quem rege à cidade perante essa atividade violenta que é crime previsto na Lei Federal 9605/98 e acordo de Ação Civil Pública de n.o 023.89.030082-0.


Conivência: Prédio da prefeitura com barricadas nas portas para evitar que o boi "danifique o vidro"


Pichação em Governador Celso Ramos, Atolados é o nome de um dos grupos que promove farras.


Camiseta de apologia à Farra do Boi na Praia do Santinho, Florianópolis.

Farra do Boi: Você é contra ou a favor?
[  ] SIM                         [  ] NÃO

Responda via Comentários. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Importância da vacinação nos animais domésticos

Os cães e os gatos estão sujeitos a um grande numero de doenças que
podem  e  devem  ser  prevenidas  e  a  forma  de  se  fazer  isso  é  não
descuidar  das  vacinas.  Sempre  procure  uma  clínica  veterinária  ou  um
consultório  com  um  profissional  especializado,  apenas  eles  estão
autorizados a realizar a vacinação em seu animalzinho.


Os  mais  sujeitos  às  doenças  são  os  filhotes,  mas  não  se  deve  descuidar
dos adultos, promovendo, sempre que necessário, a revacinação deles.


Um  filhote até por volta de seus 40 dias de vida, possui ainda no
organismo  os  anticorpos  da  mãe  porque  ele  mamou  nela  e  estes  lhe
foram  passados,  seja,  por  via  mamária,  ou  via  placentária,  quando  ele
ainda  nem  tinha  nascido  e  se  encontrava  na  barriga  da  fêmea.  Quando
dizemos que este filhote deve ser vacinado aos 45 dias de vida, significa
que ele a partir desta data está com seu sistema imunológico maduro o
suficiente para receber a vacina e então passar a criar seus próprios
anticorpos, o que antes dos 45 dias não ocorre.


Convém  salientar  para  que  não  haja  mal-entendidos,  que  não  existe
nenhuma  vacina  que  proteja  completamente  um  animal.  Quando
melhor a qualidade da vacina, condições de conservação, validade etc., e
quanto mais saudável e bem tratado estiver  o cão que vai ser vacinado,
melhor  a  resposta  imune  produzida  pela  vacinação.  Por  isso  nenhuma
vacinação deve ser feita antes de um exame clínico prévio do paciente.
Além  disso,  para  que  uma  vacinação  seja  bem  sucedida,  ela  deve  ser
sempre orientada e programada por um veterinário.


Algumas doenças que podem ser prevenidas com a vacinação:

-  Cinomose  -  Muito  comum  entre  os  cães,  doença  freqüentemente
mortal e é causada por um vírus. A transmissão ocorre por contato direto
com o animal doente ou secreções nasais e da boca. É mais freqüente no
inverno.  Sintomas:  digestivos: vômitos e diarréia; respiratórios: secreção
nasal  e  ocular  e  nervosos:  incoordenação  motora,  tiques  nervosos,
paralisias e convulsões.  


- Parvovirose - É causada por um vírus e é uma das principais causas
de óbito em filhotes com menos de um ano de idade. Sintomas: provoca
uma  enterite  muito  intensa  com  sangue  e  odor  extremamente  fétido;
vômitos, apatia, inapetência.  


- Leptospiroses - Esta doença provoca alto índice de mortalidade e é
considerada uma zoonose (doença que os animais podem transmitir aos
seres  humanos).  É  causada  por  uma  bactéria  que  apresenta  várias
linhagens patogênicas ou sorogrupos e a transmissão se dá pelo contato
direto com o animal doente ou pela ingestão de alimentos, água e urina
contaminados.  Vários  animais  podem  funcionar  como  reservatório  da
leptospirose  sendo  os  ratos  muito  importantes  no  processo  de
transmissão. Sintomas: hemorragia,  icterícia,  febre,  inapetência,  vômitos
e urina de coloração amarronzada.   


-  Coronavirose  -  doença  muito  semelhante  a  parvovirose,  porém
com  sintomas  menos  intensos,  mas  também  com  potencial  de  levar  o
cão a óbito.  


- Hepatite infecciosa - Doença provocada por vírus e transmitida pelo
contato direto com o animal doente e por secreções  orais  e  nasais.
Sintomas: diarréia, febre, vômitos, dor abdominal e lesão ocular.  


- Doença respiratória - Causada por vírus e altamente contagiosa, é
transmitida por secreções nasais e pelo contato direto com animais
doentes. Sintomas: coriza, tosse, espirros, febre e inapetência.  


- Parainfluenza - Transmitida por vírus e também muito contagiosa, é
transmitida  por  via  aérea  e  apresenta  sintomas  de  gripe  dos  cães.
Sintomas: coriza, tosse e espirros.  


Todas  estas  doenças  acima  são  protegidas  pelas  vacinas  Óctupla  ou
Décupla.  


- Raiva - Doença transmitida por vírus e é de extrema importância, pois
além  de  ser  também  uma  zoonose,  portanto  transmissível  do  animal
para  o  homem,  é  uma  doença  incurável  depois  de  adquirida.  Apesar  da
raiva  já  ser  bem  conhecida  e  divulgada  devido  sua  periculosidade,
sempre é bom lembrar da importância da vacinação Anti-rábica anual. O
Centro  de  Controle  de  Zoonoses  todos  os  anos  realiza  gratuitamente
vacinação  Anti-rábica  no  mês  de  agosto.  Sintomas:  variados,  mas
basicamente divididos em 3 grupos: 


raiva  furiosa,  em que os cães mostram-se  extremamente  agressivos;
raiva paralítica,  os  cães  inicialmente  apresentam  uma  marcha  trôpega
até  culminar  com  paralisia  mandibular,  dos  membros  anteriores  e
posteriores e finalmente


raiva  muda ou atípica,  a  menos  comum,  porém  a  de  mais  difícil  de
diagnóstico,  pois  o  cão  muda  apenas  discretamente  seus  hábitos,  não
atende  o  chamado  do  dono,  come  pouco,  fica  quieto  num  canto  e  no
final tende a se tornar semelhante à forma agressiva.  


Constantemente  em  nosso  atendimento  clínico  nos  deparamos  com
situações  lamentáveis,  de  cães  que  são  acometidos  de  doenças  que
poderiam ter sido prevenidas através de uma simples vacinação.


Além do sofrimento do animal, os proprietários também sofrem e de
certa  forma  sentem-se  arrependidos  por  seu  cão  não  ter  sido  vacinado
quando  deveria  e  ficam  na  expectativa  de  uma  recuperação  que  nem
sempre ocorre.


Outro fator importante de ser lembrado é que um tratamento intensivo
sempre é mais dispendioso do que uma prevenção.  E  pior  ainda,  apesar
do tratamento e de todos cuidados necessários, nem sempre o final é
feliz. 


Esta matéria, portanto, tem o intuito de reforçar e esclarecer todos os
proprietários  de  cães  sobre  a  importância  da  vacinação  regular  e  deixar
claro que a prevenção ainda é o melhor remédio.
   

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Abandono de Animais

Maltratar e/ou abandonar Animais é crime!

Seja a voz de quem não pode se defender!

DENUNCIE!


Maus tratos: A denúncia de maus tratos é legitimada pelo Art. 32
da Lei federal N.º 9.605 de 1998 ( Lei de crimes ambientais).

Abandono: LEI COMPLEMENTAR Nº 11, de 17/12/2002:

Art. 6º - É proibido abandonar animais em área pública ou privada.

Art. 7º - É de responsabilidadedos proprietários a manutenção de animais em perfeitas
condições de alojamento, alimentação, saúde e bem estar, seja em perímetro urbano
ou rural.

Postado por: Kathleen Thatiane